Pedro Henrique Rocha

Vasco X Atlético MG: superação

Nosso time fez uma bela partida, não digo que foi bem tecnicamente porque falta qualidade no elenco, porém vimos um time trocando passes, tentando furar o bloqueio adversário e buscando alternativas. Agora, no que se refere a superação, mais uma vez vimos o time correr até o final, o que tem sido a constante com o Zé Ricardo. Que aliás, tem total participação na virada vascaína.

Começamos o jogo bem, nos impondo como deve ser quando se joga em casa, tivemos umas duas chances claras de gol até que num lance pontual e de bastante sorte o Atlético MG abriu o placar.

Muitos falaram em frango ou falha do Martin Silva. Eu tento ver o lance por inteiro: Martin estava um pouco adiantado (nada além do normal) e foi surpreendido com um chute do meio do rua onde a bola subiu e caiu exatamente no ângulo (batendo nas 2 traves). Olhando com calma, creio que nem se ele tivesse na linha do gol pegaria aquela bola.

Após o gol, o Vasco se perdeu e somente se reencontrou no 2º tempo, quando dominamos amplamente o jogo, com o Atlético MG saindo apenas nos contra ataques que foram em sua maioria neutralizados pela defesa.

O time se superou, correu até o fim e não desistiu. No final, fomos premiados com a vitória.

Martin – como dito acima, não vou execrar nosso melhor jogador por um lance de sorte do Otero, misturado com uma surpresa do chute. Em outros momentos em que foi exigido, não comprometeu.

Galhardo – muito mal. Deixa buraco atrás, até tenta atacar, mas esbarra na falta de qualidade nos passes.

Paulão – desde a falha contra o Botafogo no primeiro jogo da final, vem demonstrando segurança. Deve ter aprendido suas limitações e joga sabendo disso, o que o deixa mais seguro. Legal ver o Paulão dar a volta por cima.

Werley – muito boa partida. Sobe bem a frente, tem calma e qualidade no passe. Talvez forme uma boa dupla com Erazo e posteriormente com Breno. Testaria ele como volante também.

Henrique – mais uma bela atuação. Apoiando muito bem, correndo, não se omitiu, atrás ainda deixa buracos, mas nada gritante.

Desabato – um dos melhores jogadores do time, não por mais essa bela atuação de hoje, mas pela sua regularidade. Sabe sair jogando, sabe desarmar, levanta a cabeça e tem calma.

Wellington – não dá mais. Acha que joga 100x mais do que joga, perde bolas bobas e perigosas, não ajuda atrás nem na frente, o que sobrecarrega o Desabato. Tá na hora de testar o Andrei, Bruno Silva, etc.

Evander – todo garoto sonha em vestir a camisa de um clube grande, dar o sangue e vencer no futebol. Evander tem isso tudo na mão, mas parece que não sabe. Tem futebol, mas é completamente sem sangue, sem vibração e sem vontade de vencer. Destoa de todo o restante do time. Parece que está passeando no parque. Tá na hora do Zé dar um gelo nesse menino pra ele ver que ainda não é ninguém. Paciência tem limite e a torcida já foi bem paciente com ele.

Wagner – me arrisco a dizer que foi a melhor partida dele no Vasco. Até que enfim teve a atuação do Wagner que vimos no Cruzeiro. Buscou o jogo, se apresentou, chamou a responsabilidade. Enfim, fez tudo aquilo que se espera de um líder com a experiência dele. Espero que continue assim. Foi premiado com um gol que deu início a virada vascaína.

Pikachu – outra bela exibição do menino. Busca jogo, se apresenta. Ainda falha muito atrás, mas na frente vem compensando.

Riascos – não dá mais pra ser titular. Deixa no banco pra entrar descansado no final do segundo tempo e olhe lá.

Zé Ricardo fez 3 substituições. Todos entraram muito bem e foram decisivos para a vitória.

Thiago Galhardo – entrou bem, já vem merecendo uma chance de titular no lugar do Evander.

Rildo – foi excelente. Buscou o jogo, partiu pra cima, sofreu o pênalti. Titular já!

Rios – é aquele negócio. Ou é ele ou é Riascos. São 2 atacantes fraquíssimos, mas o Rios ainda leva uma vantagem porque sabe jogar de costas para o gol, além de ficar mais centralizado dando uma referência ao time.

Bela e importante estreia no campeonato nacional para apagar a disputa do estadual e resgatar a torcida.
Pro restante do campeonato, creio que se acharmos um camisa 10 e um camisa 9 (posições que não temos há anos), entramos na média nacional, já que o nível técnico da série A é assustador. Com as voltas de Ramon, Breno e Giovanni Augusto, o time tende a ganhar em qualidade técnica.

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  1. Márcio Juliao 15/04/2018

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