Wagner Pedro

Traição não é um erro, é uma escolha.

Na nossa história o dia 19 de janeiro marca mais um momento triste, em 2002 morria o atacante Vavá, em 2004 a nossa torcedora-simbolo Dulce Rosalina, em 2018, não somente triste, vergonhoso para uns, frustrante para outros e surpreendente para muitos outros, onde os sócios e a torcida vascaína tiveram a sua vontade e esperança preteridas e o clube sua tradição interrompida.

Tem sido uma constante no nosso clube, a palavra TRAIÇÃO, para ilustrar, no âmbito jurídico é tornar óbvio e evidente o que se queria ocultar, ser infiel ou descumprir com o compromisso assumido. Na lei militar, traição é o crime de deslealdade de um cidadão à sua pátria. Por exemplo, em tempos de guerra, uma pessoa que coopera ativamente com o inimigo (colaboracionismo), é considerado um traidor.

É recomendável ser intolerante com esta atitude, não pode se tornar banal, corriqueiro e natural ainda mais tendo como escudo de proteção o Vasco.

Virando a página, e tecnicamente falando, é obrigação que as propostas e prioridades para o clube feitas também com a parceria da Cruzada, para quem não sabe, um trabalho iniciado em 2010 e aperfeiçoado durante todos estes anos, inclusive arduamente em 2017 saiam do papel e não se transforme apenas em propaganda politica-eleitoreira. Vale destacar as “Casas e Embaixadas Vascaínas” e o “Resgate do relacionamento com a torcida e sócios” , dentre outros, ambos com muito potencial de expansão e receita.

Torço para que os vice-presidentes efetuem uma integração de fato, colaborem no intuito de produzir um planejamento estratégico adequado de ações a serem priorizadas e de fato o executem, diferentemente da “canelada” (foram várias) em que o VP de Finanças deu, o orçamento é uma ferramenta poderosa de planejamento; será que ele foi apresentado as Prioridades onde diz sobre a criação de um Comitê para planejar? Relembrem para cobrar e passem para ele , e que tal trocar a palavra Ficção (sic!) por Simulação de Cenários?

E para alertar ao presidente sobre os “Vascaínos Digitais”, uma frase infeliz e desalinhada com suas prioridades referente a patrimônio, transparência, imagem e fortalecimento da marca, o potencial é imenso e incipientemente explorado por nós, para se ter uma idéia, o pais tinha em janeiro de 2017, 139 milhões de “digitais” ou 66% da população e 60,54 milhões de pessoas já compraram através do E-Commerce movimentando 16,6 bilhões de dólares (Fonte aqui) , então no mínimo eles merecem mais atenção, respeito e investimento. Façam a conta usando o percentual da torcida vascaína e depois comparem com as nossas mídias sociais.

Entretanto, vamos combinar a ordem e prioridade das coisas acontecerem, precisamos de bons jogadores, de preferencia craques, para formar times vencedores , e com isso despertar o interesse e atrair os torcedores para perto, “eu quero ver gol”, e isso apesar de ser o mais importante é apenas uma parte da engrenagem do ciclo-virtuoso e acreditem, não é simples.

Desejo sucesso a nova administração, não podia ser diferente, pois estamos falando do Vasco, mas alerto que devido ao modo como foi conduzido todo este processo, que gerou uma enorme desconfiança, e pela torcida que cada vez está mais politizada e informada (olha os Vascainos Digitais ai de novo), estarão a todo momento andando no fio da navalha.

Para os amigos da Cruzada, que muito me orgulham…“

“Eu nunca perco. Ou eu ganho, ou aprendo!”

Nelson Mandela

SOMOS VASCO!

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