Destaque Horacio Junior

Os 10 maiores goleiros do Vasco da Gama

No dia 26 de abril comemoramos o dia do Goleiro. Existem times que tem dificuldade de listar 10 ídolos. Nós Vascaínos temos o privilégio de conseguir listar 10 goleiros que podemos chamar de ídolos. Goleiros relevantes para a nossa rica história.

Na pesquisa de hoje listamos os 10 goleiros mais importantes da nossa bela história (na opinião deste colunista). E ainda faço a menção honrosa para dois goleiros que ficaram de fora. Emerson Leão e Paulo Cesar Gusmão.

Espero que gostem e você? Qual seria a sua lista?

1 – Jaguaré Bezerra de Vasconcelos

Campeão estadual em 1929, tinha o apelido de Dengoso e Le Jaguar. Jogou 62 jogos pelo Vasco de 1928 a 1931. Depois se transferiu para o Barcelona.

Foi o primeiro goleiro a usar luvas.

Também foi o primeiro goleiro a marcar um gol. Isso aconteceu na decisão da Copa da França de 1938, no jogo em que o Olimpique de Marselha derrotou o Metz por 2 a 1 e se sagrou campeão. Jaguaré fez o gol de empate.

Jaguaré tinha uma legião de fãs pelo seu jeito moleque. Certa vez Jaguaré havia prometido que iria driblar Ladislau do Bangu que já entrou em campo irritado. Na primeira jogada, o goleiro deu um tapa na bola encobrindo Ladislau, e quando o atacante voltou o corpo, Jaguaré deu outro lençol e saiu girando a bola na ponta do dedo.

Contra o América, Jaguaré quase mata Alfredinho de raiva. Primeiro defendeu um chute do atacante americano somente com uma das mãos. Depois atirou a bola na cabeça de Alfredinho para fazer nova defesa. Com tantas molecagens, nada mais natural que os estádios enchessem e a fama de Jaguaré inchasse.

A Vida desse cara daria um belo filme.

2 – José Fontana (Rey)

Jogou no Vasco de 1933 até 1938. Rey recebeu esse apelido por estar sempre bem vestido e possuir a fama de galã. Veio para o Vasco para substituir Jaguaré que foi transferido para o Barcelona e em pouco tempo chegou a seleção Brasileira. Conquistou pelo Vasco os títulos cariocas de 1934 e 1936.

Certa vez, Rey estava sozinho em casa onde vivia com Aracy de Almeida e, no momento em que ele encerava o chão, um homem bateu à porta. Era David Nasser, jornalista e compositor. Nasser queria mostrar uma música para a cantora gravar, então Rey disse que se ele encerasse o chão Aracy gravaria a música. Ao chegar em casa e ver o chão brilhando, Rey contou a história a Aracy e gravou a canção.

3 – Moacir Barbosa Nascimento

Sem dúvida foi o maior goleiro da sua época. A injusta culpa pela copa de 1950 é uma das maiores sacanagens já feitas com um ser humano.

Barbosa teve duas passagens pelo Vasco de 1945 a 1955 e de 1958 e 1962. Pelo clube, ganhou os Cariocas de 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958.

Ainda pelo Vasco foi campeão do Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948, do Torneio Quadrangular do Rio em 1953, Torneio de Santiago do Chile: 1953, Torneio Rio-São Paulo: 1958 e do Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer: 1953

Barbosa foi bicampeão brasileiro pela seleção carioca em 1950 e campeão sul-americano pela seleção brasileira em 1949.

Se teve alguma coisa de boa no 7 x 1 sofrido pela seleção Brasileira foi a redenção de Barbosa. Sua alma poderia descansar em paz pois não tem como um brasileiro achar que aquela derrota não foi a maior vergonha da seleção brasileira.

4 – Edgardo Norberto Andrada

O argentino Andrada chegou no Vasco em 1969 do Rosário Central. Tinha o apelido de “El Gato” e jogou no Vasco até 1975 sendo campeão brasileiro em 1974 e campeão carioca em 1970.

No dia 19 de novembro (quarta-feira) de 1969 Andrada enfrentou frente Pelé que perseguia a marca de 1000 gols na carreira. O estádio do Maracanã recebeu 65.157 pessoas que queriam ver o jogador alcançar a marca histórica, mas Andrada não queria entrar para história como o goleiro que sofreu o milésimo gol de Pelé.

O argentino jogou muito para não sofrer o gol, mas ao 33 minutos do segundo tempo houve um pênalti a favor do Santos, pouco se discute isso hoje mas o lance foi bem duvidoso. Era a grande oportunidade de Pelé marcar. Todos no estádio gritavam o nome de Pelé. Andrada saltou para o lado certo e tocou na bola, mas não foi suficiente para evitar o milésimo gol do Pelé.

Sobre o evento Andrada disse uma vez:

Pelé cobrou. Eu bati na bola, mas não consegui defender. Depois, com o tempo, as coisas foram mudando. Eu me acostumei com o fato e hoje convivo de uma forma muito gostosa com aquele milésimo gol.

5 – Geraldo Pereira de Matos Filho (Mazarópi)

Mineiro de Alem Paraíba, Mazarópi veio das divisões de base do clube. Assumiu a titularidade quando Andrada foi vendido em 1975. O apelido nasceu quando chegou ao Vasco em 1970, o mineirinho foi logo comparado ao famoso humorista que se destacava por interpretar o caipira.

Uma curiosidade sobre Mazarópi. Ele até hoje tem o recorde mundial de 1.816 minutos sem levar gol. De 18 de maio a 7 de setembro de 1977. Este recorde é reconhecido pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol).

Mazarópi foi campeão por quase todos os clubes que passou. Destaque para os cariocas de 1977 (quando defendeu o pênalti de Tita) e 1982 e o Brasileiro de 1974 ainda como reserva do Andrada. Foi campeão da Libertadores da América e campeão intercontinental com o Grêmio em 1983. Ainda pelo Grêmio foi campeão da Copa do Brasil em 1989 e hexa-campeão gaúcho nos anos de 1985 a 1990. Campeão pernambucano pelo Náutico em 1984 e Campeão paranaense pelo Coritiba em 1979.

6 – Acácio Cordeiro Barreto

Acácio chegou no Vasco em 1982 com a missão de substituir Mazarópi. No Vasco conquistou os campeonatos estaduais de 1982, 1987 e 1988 e o Brasileiro de 1989 com o São Paulo na maior atuação de um goleiro que este escriba já testemunhou.

Conseguiu em 1988 a expressiva marca de 879 minutos sem tomar gol, quarta maior marca de um goleiro no Campeonato Brasileiro.

Acácio foi campeão da Copa América em 1989 e era reserva imediato de Taffarel na Copa de 1990 na Itália.

7 – Carlos Germano Schwambach Neto

Revelado pelo Vasco, Carlos Germano tem 632 partidas pelo clube (de 1990 a 1999) sendo o segundo goleiro com mais atuações pelo clube na história.

Em 1997 Carlos Germano teve proposta para assinar contrato com o Flamengo que através do presidente Kleber Leite chegou a fazer o depósito judicial na FERJ. Carlos Germano recusou a proposta e pouco tempo depois renovou com o Vasco sendo o melhor goleiro do campeonato brasileiro e campeão daquele ano.

Sobre a possibilidade de jogar pelo rubro-negro o goleiro declarou:
“Em todos os outros clubes que atuei, com exceção do Penafiel, enfrentei o Vasco. Mas vestir rubro-negro nem pensar.”

8 – Helton da Silva Arruda

O ditado “Deus escreve certo por linhas tortas” pode valer alguma coisa para Helton. Um acidente durante sua juventude, Helton caiu de um pé de Jamelão e teve que ficar um ano sem jogar futebol para se recuperar de um coágulo na cabeça o que o impediu de iniciar os treinos no clube da gávea.

Depois disso Helton no São Cristóvão destacou-se numa partida contra o Vasco e no fim do jogo foi aconselhado a fazer um teste em São Januário.

Com 178 jogos pelo Vasco, Helton foi Campeão Brasileiro e Campeão da Mercosul em 2000

9 – Fernando Büttenbender Prass

O Gaúcho Fernando Prass foi o substituto de Helton no União da Leiria quando se transferiu para o Porto. Fernando Prass se destacou em Portugal e em 2009 se transferiu para o Vasco da Gama

Sua estreia no Vasco foi num amistoso contra o Santa Cruz no Arruda quando o Vasco venceu por 3 x 2, Fernando Prass entrou no intervalo substituindo Tiago.

Fernando Prass fez 248 jogos pelos Vasco e foi campeão da Copa do Brasil em 2011.

10 – Martín Andrés Silva Leites

Nosso Ministro da defesa foi anunciado em dezembro de 2013 como reforço depois de um ano complicado com vários goleiros que nos custaram mais um rebaixamento.

Martin Silva logo caiu nas graças da torcida e com segurança podemos dizer que é o único ídolo em atividade. Mereceu todas as homenagens e carinhos que a torcida vascaína o proporcionou.

Em 2014 a torcida gritou o nome da Pilar, filha de Martin que nasceu com um problema respiratório numa partida contra o Fluminense. Martin, voltou de Montevidéu e mesmo sem treinar foi o melhor em campo.

Na copa do mundo foi homenageado com uma camisa do Vasco com as cores do Uruguai. Desde Carlos Germano em 1998 que um jogador Vascaíno não vai a uma copa do mundo.

Martin Silva em votação popular foi escolhido para vestir a camisa 116 em homenagem ao aniversário do clube.

Martin Silva foi cortejado por muitos clubes com maior poderio financeiro do que o Vasco e ele sempre escolheu o Vasco e por isso merece todo o nosso carinho. Sobre o cortejo ele disse:

“Na minha cabeça não passava sair do Vasco. Estou respeitando o contrato no clube, quero reforçar meu compromisso e estou tranquilo. Se estão me especulando fora do Vasco é porque estou fazendo o melhor possível, mas estou tranquilo. Agora não tem nenhuma proposta que possa me tirar do clube.”


Agora é a sua vez de opinar, Vascaíno. Queremos Saber!

Para você, qual foi o maior goleiro a vestir a camisa do Vascão?

 

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One Response

  1. Ivo Correa Lucena Filho 30/04/2018

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