Pedro Henrique Rocha

O Futebol cobra

O futebol cobra.

A final do Carioca 2018 teve 2 finalistas inesperados. De um lado um Vasco raçudo que não desiste até o fim e do outro o Botafogo que todos deram como eliminado quando pegou o Flamengo na semifinal.

Perdemos da mesma maneira que passamos pelo Fluminense na semifinal e da mesma forma que ganhamos o primeiro jogo da final. Com gols nos descontos do segundo tempo. O que fez doer mais e o que também deu um certo charme nessa final. O futebol não é justo e ele sempre volta pra cobrar aquele lance inesperado. Uma hora ou outra. Azar o nosso que ele cobrou hoje.

Em relação ao jogo, fizemos o possível dentro da realidade. Ficamos com um jogador a menos muito cedo, após a expulsão infantil do Fabrício, sentimos os desfalques de Wellington e principalmente do Paulinho, mas mesmo assim jogamos de igual pra igual até que a diferença numérica pesou. A partir daí foi ataque contra defesa, onde a defesa do Vasco se saiu muito bem.

O Vasco acabou pecando em duas coisas: não soube segurar a bola na frente quando pegava a bola e recuou muito cedo.

Zé Ricardo poderia ter mexido melhor no time, colocando o Thiago Galhardo e o Caio Monteiro, que além de puxarem contra ataque, segurariam a bola na frente. Já que o Botafogo jogava muito exposto, mas não dá pra pra criticar o cara que tira leite de pedra.

A atuação dos zagueiros foi o ponto alto da performance vascaína.

A defesa que outrora não ganhava nenhuma disputa, hoje praticamente não perdeu. Muito bom ver Paulão jogando bem e demonstrando que as reclamações quanto as recentes exibições surtiram efeito.

O Fabrício é aquilo. Nunca se firmou em lugar nenhum, mas pro Vasco serve pra ser titular. Sua presença em campo é completamente questionável. Não ajuda na frente, não ajuda atrás. Um jogador com a experiência dele, não pode fazer uma falta daquelas, ainda mais no meio campo. Completamente desnecessária e que prejudicou muito o time.

No fim, quando a torcida já quase soltava o grito de campeão, quando a festa já estava armada, o futebol vai lá e arma uma daquelas. Perdemos da mesma forma que ganhamos os 2 últimos clássicos.

Não deu pra vencer, mas o vascaíno que esteve no Maracanã hoje presenciou um Vasco brigador, um Vasco guerreiro e que não desiste. Aconteceu de sermos premiados outras vezes, mas nem sempre vai ser assim.

A sensação de todos os torcedores presentes no estádio foi de que qualquer que fosse o campeão, o título estaria em boas mãos, pelo espírito de luta de Vasco e Botafogo.

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