Rodrigo Rebechi

E provamos do próprio veneno

Após duas vitórias seguidas no estadual, fazendo gol no último minuto, desta vez tomamos um gol aos 49, que forçou os pênaltis. E nos pênaltis, contra um goleiro sabidamente pegador de cobranças, era quase previsível que perderíamos o título. Mas, acabou que premiou quem jogou como time grande. O Vasco se acovardou, se livrava da bola, não acertava passes e não puxava contra-ataques. O Carli, zagueiro alvinegro, fui jogar de atacante. Zé Ricardo, que colocou quatro zagueiros dentro de nossa área, viu uma troca de passes dentro de nossa defesa no fim de jogo.

O Vasco não é um time covarde, vimos isso ao longo do ano com partidas históricas. Mas hoje foi. Se apequenou de tal forma que apresentou o temido choque de realidade. Nosso elenco é muito, mas muito limitado. Há jogadores que não tem condições de vestir essa camisa histórica. Quem vê uma linha de zaga com Rafael Galhardo, Erazo, Paulão e Fabrício e viu Mauro Galvão, Bellini, a barreira do inferno Moisés e Abel, e até mesmo recentemente Dedé, não pode deixar de se preocupar com o resto do ano. Quem vê Riascos dando canelada na bola e viu Romário, Edmundo, entre outros ídolos, lamenta.

Esse Vasco é lutador? É. Mas só isso. Dependemos unicamente de um garoto de 17 anos, que lesionado, não jogou hoje. O vascaíno está se desacostumando a vencer. Nossas emoções são lutas contra o rebaixamento. Na semana da Resposta Histórica, ficamos sem resposta quando nos questionam sobre até onde vai esse elenco limitado, construído por um ditador que deteriorou as finanças rasas do clube. Aliás, os últimos 18 anos do Vasco foram de poucas alegrias e muita saudade. Saudade de uma época em que éramos respeitados.

O torcedor jamais abandonará o Vasco. A Cruzada jamais abandonará o Vasco. Mas o momento é de tristeza e muita, muita reflexão e cobrança.

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  1. Gerson Vianna 09/04/2018

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