Horacio Junior

É preciso falar sobre o Evander

Quem esperava uma coluna pedindo doações de sangue para o garoto se equivocou. Não sou adepto dessa tese que ele é um sem sangue.

Evander é um bom jogador, tem um bom chute, é o nosso cobrador de faltas e tem muito a evoluir ainda. Lembrem-se ele tem 19 anos. Qualquer um com mais de 25 anos ao olhar pra trás e se auto avaliar quando tinha 19 anos perceberá que daquela época pra hoje existe uma evolução na maturidade.

Não se pode exigir do Evander a postura do Juninho Pernambucano. Vamos dar tempo ao tempo. Ele é bem diferente do Thalles que não se cuidava, e frequentemente era fotografado na “night”.

Recentemente Evander publicou em seu instagram “Hoje eles me xingam e me vaiam. Que Deus perdoem eles, mal sabem o que estão fazendo”.

É preciso parar e refletir sobre a mensagem que está sendo passada. Os jogadores observam os memes, os gifs animados, toda a galhofa. A “internet” não perdoa. Se queremos motivar um jogador a se esforçar mais estamos fazendo errado.

Entendo também o contraponto que jogador de futebol tem essas prerrogativas. Ganha-se bem para aguentar vaia, tem que aguentar a pressão de clube grande. Tudo isso faz parte do trabalho do Evander e de qualquer jogador do Vasco.

O Clube precisa trabalhar isso melhor com o jogador, é preciso uma equipe de psicólogos competentes para orientar o jogador a reagir melhor com a torcida. Veja o Riascos, por exemplo. Ele é mais esperto com as redes sociais e fez um trabalho bem feito, conquistou a torcida vascaína. Pequenos gestos simpáticos com a torcida causam grande impacto. Por exemplo. Eu estive em Belo Horizonte no jogo Cruzeiro x Vasco e ao final do jogo, a torcida cantava mais alto do que a torcida do Cruzeiro. Não custava os jogadores irem cumprimentar a torcida que muitos viajaram só para ver o Vasco. Foram todos direto para o vestiário.

A torcida precisa entender que nesse elenco limitado ela precisa ser o 12º jogador. (Jogamos as finais com 4 laterais por falta de meio de campo no elenco). Infelizmente algumas vaias acontecem durante o jogo e vaias durante o jogo são completamente desnecessárias. A torcida deveria fazer um pacto para vaiar após o jogo quando o resultado for ruim. Essa deveria ser a etiqueta do estádio.

No Plano de Governo da Cruzada Vascaína contempla a criação de uma divisão “Relacionamento com a torcida” dentro da Vice-presidência de Marketing. Algumas das atribuições dessa divisão seriam reuniões regulares com representantes das torcidas organizadas para que a festa no estádio fosse plena, trabalhar preventivamente contra violência e alinhar estratégias de cantos e postura em problemas como esse.

Infelizmente isso aí fica para uma outra administração.

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4 Comments

  1. Rogerio Portugal Filho 18/04/2018
  2. Sergio Henrique Homem 18/04/2018
  3. José Conrado de Almeida 19/04/2018
  4. Gerson Vianna 19/04/2018

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