Fabio Rejgen

De norte a sul desse país, Vasco!

Gostaria de começar a minha primeira coluna me apresentando. Me chamo Fabio Rejgen, tenho 43 anos e sou publicitário e escritor.

Nasci no ano em que o Vasco conseguiu seu primeiro título brasileiro. Seria o primeiro título nacional de um clube carioca (o primeiro internacional de um clube brasileiro também foi nosso!), não fosse a CBF reconhecer a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa como Campeonatos Brasileiros.

Sou de uma geração que ia pro Maracanã só pra saber de quanto o Vasco iria ganhar. Vi o bi estadual de 1987 e 1988. O tri de 1992, 1993 e 1994. Vi os Brasileiros de 1989, 1997 e 2000. Vi a Libertadores de 1998. Vi a Mercosul de 2000… E vi surgir, saindo do banco de reservas do juniores em um jogo contra o Botafogo, aquele que se tornou meu maior ídolo: Ah, é Edmundo!!!

Hoje tenho um filho que está em vias de completar 13 anos de idade. Um filho que, sem medo de errar, já é tão vascaíno do que eu. E o que ele viu até hoje? Uma Copa do Brasil, em 2011, quando entrou em campo de mãos dadas com o Rômulo na final contra o Coritiba, porém com somente 6 anos de idade. E um bi estadual em 2015 e 2016, quando os Estaduais já não possuem o mesmo romantismo e holofotes de outros tempos.

O João Lucas, meu filho, é daqueles que chora quando vê o Vasco jogar. Isso é de arrepiar até os mais céticos dos céticos. Amor não se mede. Amor não se ensina. Amor se sente.

Ele herdou esse gene.

Estamos vivendo uma época de globalização. Tenho amigos cujos filhos, mais novos que o meu, torcem para o Barcelona, pro Real Madri, pro PSG… Amor não se ensina, mas para que a chama permaneça acesa, é preciso que a relação seja uma via de mão dupla.

Temos que ter um Vasco mais organizado. Um Vasco mais transparente. Um Vasco onde o sócio que verdadeiramente ama o clube possa decidir quem vai guiar o clube nos seus três anos de mandato.

O Vasco há tempos vive um inferno astral. Nos últimos 18 anos, o único título de expressão que conseguimos foi uma Copa do Brasil. Somente um clube com a história e a grandeza do Vasco consegue se manter entre os maiores do mundo, mesmo com tantos obstáculos a ultrapassar.

Mas como manter ligada uma nova geração, que morre de amor pelo seu clube do coração?

O João Lucas é pé quente. Já o levei há inúmeros jogos e seu saldo é altamente positivo. E no dia 13 de março, foi a vez de estreá-lo na Libertadores. Camisa do Vasco, bermuda e chinelo. Como bom carioca que é. E o que eu mais queria era que esse dia tivesse terminado com uma grande alegria.

Levei meu filho para ver Vasco e LaU, em São Januário. Nesse jogo, ele aprendeu algumas coisas. Aprendeu que, para o Vasco, as coisas são sempre mais difíceis. Sempre muito mais aguerridas. Porém, sempre mais saborosas em suas conquistas.

O João Lucas é um exemplo para essa nova geração de torcedores que surge. Mas como fazer para multiplicarmos a torcida do Vasco de Joões Lucas?

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