Pedro Henrique Rocha

Até onde podemos ir?

Nunca escondi de ninguém que sou hoje, um torcedor pé no chão. De um lado é bom porque não fico extremamente chateado com a derrota do Vasco, porque “já era esperado” ou porque “eu já sabia”.

Por outro lado, é ruim porque não tenho aquela sensação de contar os minutos pra ver o jogo, aquela expectativa e aquele frio na barriga.

Essa mudança ocorreu devido a diversos fatores. Eurico e o que fez com o Vasco, futebol brasileiro como um todo, maturidade da idade, etc.

Mesmo assim, ainda vou aos jogos e lá dentro esqueço disso tudo que disse acima. Lá dentro o sangue sobe, só importa o Vasco e mais nada.

E é esse o ponto da coluna de hoje.

Até onde podemos ir?

Creio que todo vascaíno sabe da limitação do time, o que não quer dizer que não é para acreditar e muito menos pra abandonar no revés.

A torcida tem que abraçar esse time. Tem que continuar enchendo São Januário, independente da derrota de hoje e da expectativa negativa quanto a dificílima classificação para próxima fase da libertadores.

Temos campeonato brasileiro disputado em nível técnico baixíssimo, onde temos sim, chances de beliscar alguma coisa lá em cima. Tirando uns 3 times (Palmeiras, Corinthians e Grêmio), os outros estão todos no mesmo bolo. Então por que não acreditar?

Então, por isso acho que a torcida tem que abraçar esse time e empurrar no Brasileiro independente de qualquer coisa. Saber que é bem limitado, porém não falta vontade. Saber que temos um Martin Silva que, contudo, não abandonou o barco. Saber que temos um técnico que vem fazendo milagre e por fim, saber que a própria torcida tem consciência disso.

Então, temos que lotar São Januário nos próximos jogos libertadores, independente de classificação. Isso vai ser a injeção de ânimo pro resto da temporada.

Em relação ao jogo contra o Racing: uma catástrofe. Não só pelo placar, mas pela forma que foi. Simplesmente não impomos nenhuma dificuldade e a sensação é de que “foi pouco” e teoricamente, se não fosse nosso Ministro da Defesa, foi pouco mesmo.

Nada deu certo pro Vasco.

Em campo, a qualidade técnica foi gritante. Paulão e Erazo amplamente dominados. Os volantes perdidos. Pikachu não entrou em campo e Henrique, voltou a ser o Henrique.

Mas aproveitando o título da coluna: “até onde podemos ir?”. Vou falar do Zé Ricardo, antes, deixando bem claro que faz um belíssimo trabalho no Vasco.

Errou. Errou feio.

Não se muda um esquema tático de um time com peças de qualidade limitada no jogo mais difícil do ano. Era para manter o esquema e o time que vem dando certo. Talvez mudando uma ou duas peças, mas sem mudar a tática.
Podíamos perder sim, mas íamos jogar. Íamos fazer nosso jogo. Íamos perder impondo perigo e dificuldade.
Entramos retraídos, não jogamos e perdemos de goleada.

Mas isso não apaga o trabalho do Zé. Não teve uma noite feliz, assim como ninguém em campo.
Ficou bem difícil, mas a torcida não pode abandonar. Tem que lotar, tem que abraçar e deixar claro para o time que a torcida acredita.

Encerro a coluna de hoje, respondendo a pergunta do título.
Não sei até onde podemos ir, mas vamos juntos.

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