Sergio Henrique Homem

Aqui o papo é Vasco

Faz muito tempo que o futebol vascaíno não vive. Sobrevive. Dívidas surreais, concorrência desleal com o mercado internacional e até mesmo nacional, crises políticas e má gestão são apenas alguns dos maiores problemas do nosso gigante da colina. A falta de credibilidade ( qual empresa gostaria de ter sua imagem associada a uma gestão que ignorou o apelo popular e os torcedores digitais?), dívidas herdadas das gestões anteriores leva sistematicamente aos atrasos de pagamentos. Chegou ao ponto de termos jogadores operando em hospital público por falta de plano de saúde! Voltamos  ao amadorismo?

Viável seria um quadro de conselheiros com “pensamento de condomínio”, no qual todos agindo coletivamente e  assim realmente ajudando para que o clube saia da situação precária em que se encontra. Só com a união dos grandes vascaínos, focados no bem comum, onde todos trabalhem realmente para o bem do almirante. Evitando que atitudes como a que o presidente Alexandre Campello tomou ao desrespeitar a vontade do sócio/torcedor, ao estilo “farinha pouca, meu pirão primeiro”, impediu uma verdadeira união. Gol contra. Um tiro de misericórdia na eterna tentativa da retomada do crescimento da nossa centenária instituição.

Não se questiona o tamanho da torcida do clube, esta deveria ser uma “arma” na mesa de negociação. Investimentos no time também seriam importantes para que as emissoras tenham mais interesse em transmitir nossos jogos com valores mais dignos. Em um país do tamanho do Brasil aceitar que se coloque  um funil tão estreito é jogar para o ostracismo uma parte importante da história do nosso time no futebol mundial. Cota de TV não pode ser tratada como patrocínio, que mais recebe quem tem maior (e melhor) exposição.

Para melhorar a imagem do clube é preciso fazer um trabalho árduo e de longo prazo: resgatar a imagem, captar parceiros comerciais que comprem a ideia, valorizar a opinião do sócio, ampliar o quadro social e tudo isso andando alinhado com uma equipe de futebol no mínimo competitiva. O torcedor que definitivamente o fim da chacota. Quer que os momentos de alegria voltem a ser rotina e não esporádico.  Depois, não adianta culpar o treinador ou pegar no pé do seu “pior jogador de estimação”.

O quanto Você Gostou do Post?

Deixe Seu Comentário